A MEDEA DE SÊNECA E DE GABRIEL COMO EU VI
“Vou atacar os deuses, vou convulsionar o mundo. Só terei descanso quando o universo desabar. Que tudo desapareça comigo. É agradável um condenado arrastar alguém à ruína.” (Medea - Sêneca) Rosana Stavis, Walderez de Barros e Mariana Muniz, as três faces de uma só Medea Fotos: João Caldas Entre os muitos privilégios que o teatro tem me ofertado ao longo desses quase 50 anos de vida em comum, um deles me é muito precioso: poder, já há alguns anos, estar presente aos três últimos ensaios e as três primeiras apresentações das criações do Gabriel Villela. Mas em matéria de privilégio, existe um, que é com certeza o mais precioso de todos: poder ver um espetáculo da coxia e ao lado dele. Foi assim que, após assistir aos ensaios e ter visto da plateia a estreia, vi a terceira representação da Medea, de Sêneca – e agora do Gabriel – nas coxias do Teatro Anchieta. É esse momento mágico que tentarei contar para vocês, destacando a expressão de afeto e confian...