Nuon ou quando a Ave Lola pousa no Rio
Helena Tezza em Nuon Foto: Maringas Maciel Lendo o release de Nuon , que estreia no Rio hoje, encontrei essa frase, segundo dizem, um ditado oriental: “contra a dor, só a beleza”. Achei duplamente perfeita. Em primeiro lugar para o que sinto sempre que vejo os espetáculos de Ariane Mnouchkine, Gabriel Villela e Omar Porras, por vezes acontece de encontrar outros antídotos, mas dessa trinca de ases é fatal. Em segundo lugar porque me preparava para fazer algo que não faz muito o meu tipo: escrever sobre um espetáculo que não vi, mas que eu sei ser feito por gente capaz sim de criar o belo e de curar muitas dores. Por ter a certeza de que no momento atual, o que mantém vivo o teatro são pessoas como as que compõem uma trupe como a Ave Lola, afirmo sem medo de errar: eles são fundamentais. Conheci Ana Rosa Tezza por intermédio de Jean-Jacques Lemêtre, sim o todo poderoso mago da música teatral, mundialmente conhecido e reconhecido por sua parceria com a feiticeira dos meus...