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Mostrando postagens de novembro, 2018

O Fantasma da Ópera existe e está em SP

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Grande elenco, coro, balé, orquestra, cenários e figurinos luxuosos isso é um musical Foto: Divulgação Gaston Leroux, autor do Fantasma da Ópera abre o prólogo do seu romance afirmando: “O Fantasma da Ópera existiu, não é produto de imaginação”. Acredito piamente e, digo mais, ele está vivíssimo. Só quem não conhece ou não leva em contas os números dessa história, pode duvidar da existência do dito cujo. Não fosse assim, como explicar as inúmeras adaptações desde o primeiro filme, em 1925, até a atual montagem brasileira em cartaz no Teatro Renault em São Paulo? Como justificar os números impressionantes dessa história que, não sei se é de amor, de medo ou pura obsessão, mas que, talvez exatamente por essa estranha mistura, seduza há mais de um século públicos os mais diversos? Em janeiro desse ano O Fantasma da Ópera completou 30 anos em cartaz na Broadway, em Nova York, alcançou a marca de 140 milhões de espectadores em 35 países e 160 cidades, foi traduzido para 1...

Estado de Sítio: alegoria contra todas as formas de opressão

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O talento de Gabriel a serviço de Camus  Foto: João Caldas Aviso aos navegantes: o texto é longo, mas foi o permitido pelos deuses do teatro, os mesmos que me proporcionaram estar presente nos três últimos ensaios e nas três primeiras apresentações de Estado de Sítio . Impossível contar para vocês, não sou crítica teatral e há muito não exercito textos curtos para jornais, em poucas linhas, o muito que me foi dado ver nesses dias passados no SESC Vila Mariana em São Paulo. Também não é um texto acadêmico, sou antes de tudo uma mulher de teatro e nem todos os títulos, arduamente conquistados, mataram em mim o público de teatro que sou desde os 12 anos de idade. E é como público que falo de mais uma obra de Gabriel Villela. Escrevo com a paixão de quem aprendeu ao longo de 47 anos a ver teatro com o coração, de nada me interessa um espetáculo perfeito se não tocar minha alma. Há muito digo que o belo pelo belo não me interessa. Sou discípula dos versos de Paulo César Pinhei...

Annie: "o sol brilhará amanhã"

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Miguel Falabella e Maria Clara Rosis  Foto: Divulgação  Foram necessários quatro anos para tornar o sonho real, olhando aquelas crianças todas em cena e saber que elas são vinte e uma, compondo três elencos, dá a noção do tamanho da encrenca enfrentada por Miguel Falabella e a empresa produtora de teatro musical Atelier de Cultura para apresentar ao público brasileiro Annie, o musical .  Ao chegar no Teatro Santander o público imagina que vai ver uma superprodução, mas ao sair tem a certeza de que a versão brasileira de Annie, clássica peça americana, inspirada nas tiras do cartunista Harold Gray, dirigida e adaptada por Miguel Falabella, cumpre com excelência a missão de contar a história dessa órfã que espera há 11 anos que os pais venham salvá-la das “garras” da terrível Sra. Hannigan, interpretada magistralmente por Ingrid Guimarães, e que vai encantar um bilionário americano, Oliver Warbucks, interpretado por um Miguel Falabella que emocio...