Um teatro que ilumina as trevas
Hoje é dia de rock ou deixe o seu coração ser tocado pelo teatro de Gabriel Villela
Estava sentada na sala diante do computador quando ouço tocar o celular no quarto. Saio correndo assustada por estranhar que esteja tocando, quando escrevo desconecto de tudo, desligo celular, internet, telefone fixo e coloco minhas Boules Quiess no ouvido. É o preço a pagar pelas linhas que escrevo, sem o silêncio absoluto não consigo produzir. Na tela aparecia apenas uma palavra: GABRIEL.
Atendi feliz, não é todo dia que os arcanjos se comunicam por celular. Muito menos arcanjos disfarçados de diretores de teatro em trânsito para Curitiba...foi o suficiente para me lembrar – adoro datas – que há exatamente um mês eu estava prestes a realizar um sonho de 12 anos, amplamente anunciado e curtido por mim nas redes sociais. Na madrugada de 28 de março eu viajava para o Festival de Teatro de Curitiba, com conexão no Rio de Janeiro onde encontraria Omar Porras e o levaria comigo para conhecer Gabriel Villela.
Foi ao lado de Omar Porras que eu assisti na plateia do Guairinha Hoje é dia de rock. Impossível traduzir em palavras a sensação de estar sentada ao lado do Omar, apresentando a ele o teatro do Gabriel, depois de tanto tempo querendo reunir os dois pela semelhança estética que os une o barroco, colombiano de um lado e mineiríssimo do outro. Um turbilhão de sensações, olhos rasos d’água, meu lado brasileiro a cada cena tinha vontade de cutucar Omar e reforçar a beleza daquele teatro, generoso, lúdico, riquíssimo em detalhes, enfim, tudo o que espero do teatro e mais tudo o que compreendo por teatro. Mas não o fiz. Dei umas olhadas para ele, de rabo de olho, e vi que nem o jet leg depois de uma viagem Genebra x Paris x Rio x Curitiba com duas trocas de avião, o impedia de sentir o que eu sentia: estava diante não de um espetáculo, mas de um momento de teatro. E dos bons...
No Bar do Teatro após a estreia de Hoje é dia de rock com Gabriel e Omar - feliz, muito feliz
Final de espetáculo finalmente a ficha caiu e eu compreendi o que estava vivendo naquele instante. Tomamos o rumo dos camarins, Omar queria encontrar os atores e pediu a Gabriel que os reunisse para que dissesse o que seu coração pedia para dizer. Não me perguntem mais o que ele disse, as lágrimas escorriam pelo meu rosto e eu espero que os meninos de Hoje é dia de rock, me lembro da carinha de cada um deles no camarim ouvindo o Omar, lembrem e que possam um dia me relembrar, mas a emoção tomou conta de mim. Tenho muito medo do dia em que tiver diante de mim Ariane, Gabriel e Omar. Nesse dia testarei meu coração, se eu sobreviver saberei que de coração não morrerei. E confesso essas paixões de peito aberto, porque antes de ser qualquer coisa nesse mundo, eu sou gente, e gente da melhor qualidade, gente que acredita antes de tudo que teatro bom é feito por gente que acredita que o ser humano é a melhor coisa do mundo. Amar o teatro é reflexo do meu amor pelo ser humano.
Quando vi no roteiro de tournée de Hoje é dia de rock que entre 27 e 29 de abril eles estariam em cena outra vez no palco do Guairinha, minha reação foi conferir se tinha milhas para a passagem, verificar o preço da diária no Mabu Curitiba Business e por alguns minutos, cantarolando “o olhar que prende anda solto, o olhar que solta anda preso”, me vi em Curitiba de novo.
Mas a realidade é bem outra. Servidora pública federal, professora – de segunda categoria para alguns, em regime DE – Dedicação exclusiva, ameaçada com uma bola preta por baixa produtividade acadêmica – sala de aula, orientação, organização de eventos, cargos administrativos, cargos representativos, produção artística nada disso conta mais que publicação de artigos e sim nos últimos anos foi impossível escrever qualquer coisa, a não ser que eu deixasse de viver e confesso que amo demais a vida para oferecê-la na íntegra a quem quer que seja.
Não, eu não pude ir a Curitiba ser feliz por três dias. Tenho uma coleção de artigos sendo fabricados, quando eles forem publicados vocês vão se lembrar que eles me afastaram de dias felizes, mas pensem na minha felicidade vendo a cara dos que me chamam de professora de segunda categoria quando todos forem publicados, aqui e alhures, porque tem que ter revista com sangue azul, é a maior burocracia. Ninguém lê. Meu blog é mais lido. Mas é como eu, não tem foco acadêmico, tem ligação direta com a vida, talvez por isso tenha tanto professor se suicidando ou usando traja preta, mas disso ninguém fala.
Dúvida: é um quadro ou uma cena de espetáculo?
Mas daqui das terras do Nosso Senhor do Bonfim envio a todo o elenco, a Biel, a Mônica – shabat shalom amiga, a Áldice o meu abraço carinhoso e que vocês façam o que sabem fazer de melhor nessas três sessões: TEATRO.
Escrevi sobre a peça em março passado quando ainda não tinha esse blog do Vamos falar de teatro? Vou postar aqui o texto na esperança de que ele possa inspirar os meus 17 leitores e que eles possam fazer circular esse texto e que ele seja lido por muita gente, tanta que Hoje é dia de rock seja obrigado a ficar em cena até o ano que vem e eu possa vê-los em algum lugar desse país e me ver em vocês, e ser feliz com vocês.
Encenação de Gabriel Villela para Hoje é dia de rock.
Ou de como o teatro ilumina as trevas e
"nos engravida de esperança e amor pela diferença"
Após uma temporada de quase quinze meses em Paris, os deuses do teatro armaram a meu favor e lá estava eu na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, na noite de 2 de março de 2018, coração acelerado, para ver a estreia de Hoje é dia de rock. O texto de José Vicente, ícone da contracultura, encenado por ninguém menos que Gabriel Villela, integrante da minha Santíssima Trindade Teatral ao lado de Ariane Mnouchkine e Omar Porras, daria o ponta pé inicial das comemorações dos 50 anos do Teatro Ipanema.
Morando fora do Rio há vinte anos, minha última estreia carioca foi Brasileiro Profissão Esperança, com Bibi Ferreira e Gracindo Júnior, no antigo Metropolitan na Barra da Tijuca, em dezembro de 1997, a vida não poderia ter sido mais generosa e nem escolhido momento melhor para eu rever a cidade onde vivi - entre 1976 e 1997 - e construí minha carreira de assessora de imprensa, produtora e administradora teatral. Chegar e ser recebida por Gabriel Villela, com direito a encontro no camarim antes do espetáculo, lugar reservado na plateia, somados ao carinho, ao respeito e a amizade que tecidos ano após ano, só confirmam minha certeza de que são os afetos que mantém acesa minha paixão pela vida, fizeram dessa noite uma noite por si só inesquecível.
Tudo indicava que seria uma noite de grandes e fortes emoções. Um espetáculo de Gabriel Villela mexe sempre com o mais profundo do meu ser. São espetáculos que renovam minha crença no teatro e na humanidade, em tempos sombrios como os que vivemos, tudo o que acontece no dia a dia parece destruir toda e qualquer possibilidade de continuar acreditando. Ao final dos espetáculos de Gabriel tenho uma enorme vontade de abraçá-lo, de agradecer pela delicadeza e de sair cantando, como na canção do Chico Buarque: "vem me dê a mão/ A gente agora já não tinha medo/ No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido".
Mas, na noite da estreia de Hoje é dia de rock, as emoções começaram muito antes. Impossível chegar ao Teatro Ipanema sem rever um filme dos meus primeiros anos de Rio de Janeiro. Desde 1977, com A Chave das Minas, do próprio José Vicente, dirigida por Ivan Albuquerque – perdi a conta de quantas vezes vi, como não pensar no Beijo da Mulher Aranha e no Artaud que fizeram de mim uma apaixonada por Rubens Corrêa e last but not least, nas temporadas de Angela Ro Ro, que de ídolo se fez amiga e depois comadre...E eu sabia que era só o começo.
Poesia em forma de teatro isso é Hoje é dia de Rock por Gabriel Villela
Ver uma montagem de Gabriel Villela para Hoje é dia de rock, no teatro onde José Vicente estreou em 1969, com a montagem de O Assalto dirigida por Fauzi Arap, com Rubens Corrêa e Ivan de Albuquerque, tinha um sabor especial. Foi o sucesso de O Assalto que determinou a inscrição do nome do autor no panteão dos dramaturgos da época, ao lado de Leilah Assumpção, Isabel Câmara, Consuelo de Castro e Antônio Bivar, além de garantir ao autor os prêmios Molière, Golfinho de Ouro e Associação Paulista de Críticos Teatrais.
Longe de ser uma historiadora do teatro brasileiro, não passo de uma palpiteira, não temo exagerar ao afirmar que o teatro carioca na segunda metade do século XX se divide em antes e depois de Hoje é dia de rock.
Ver a história da família de Pedro Fogueteiro (Rodrigo Ferrarini) - um músico, como tantos que conheço, alimentado pelo sonho de criar uma nova clave musical e de Adélia (Rosana Stavis) - a mãe sufocada pela realidade e que sabe que clave musical não paga casa, comida e educação para os filhos, e por isso a aposta na mudança para a cidade grande, a única chance de dar aos herdeiros a tal "vida melhor" - no palco da montagem original era uma sensação indescritível para alguém que tem memória e acredita que sem honrar os que nos antecederam não seremos dignos de futuro.
A história, aparentemente banal, dessa família que troca o sertão de Minas Gerais pelo sonho da capital, como bem disse Mariângela Alves de Lima, nada mais é que "a utopia de um reino livre, o reino interior de cada ser humano onde é possível exercer-se". Hoje é dia de rock nasceu nos anos negros da ditadura – a turma do politicamente correto vai me matar! – e ainda assim José Vicente e Rubens Corrêa, inspirados no realismo mágico de García Márquez, apesar de todo o engajamento político dos dois, optaram pelo não enfrentamento da ditadura de forma violenta. Eles preferiram apostar na música e na poesia como instrumentos de combate à violência, e o sucesso da peça, os dois anos de casa lotada, provaram ser possível fugir do naturalismo sem deixar de estabelecer um diálogo com as questões do tempo presente.
Gabriel Villela, eterno menino de Carmo do Rio Claro, em sua mineirice, entendeu a mensagem original e a transportou para o nosso tempo, tempo onde "vivemos momentos de ódio e polarização, em que energias negativas nos rondam. A mensagem que devemos passar pra moçada é outra: caiam fora disso, deixem o ódio de lado. Vamos jogar luz nas trevas". E como os que vieram antes – no caso José Vicente e Rubens Corrêa – opta pelo uso da música, da poesia, da beleza e da delicadeza como os antídotos mais eficazes contra diversos tipos da violência de hoje, não muito diferente da vivida na década de 70. Não por acaso Gabriel afirma que a peça continua transgressora e mais necessária do que nunca, ele sabe que vivemos tempos que clamam por poesia.
Uma das mais perfeitas cenas do espetáculo - Rodrigo Ferrarini e Arthur Faustino
Sempre reivindiquei o direito de, como mulher de teatro, escrever sobre teatro, mas sempre deixei claro o fato de não ser crítica de teatro, por isso não vou me deter em cada detalhe do espetáculo, deixo isso para os profissionais, tenho lido coisas lindas sobre Hoje é dia de rock, os críticos o fazem de maneira cartesiana, estruturada, enquanto eu sei apenas escrever sobre sentimentos e emoções, que afloram de maneira impressionante a cada encenação de Gabriel. Tudo o que sei é que há quase três décadas ele me fascina pela sua capacidade em se reinventar, em burilar à perfeição cada detalhe que compõe a cena, da riqueza dos figurinos à delicadeza da movimentação dos atores, tudo no teatro de Gabriel me remete ao artesanato nobre da alta costura.
Gabriel excede e me conquista. Confesso não ter afinidade com um certo tipo de teatro muito em moda nos últimos tempos em terras brasileiras, um teatro que às vezes eu penso que é, ou intelectual demais, ou realista demais, ou abstrato demais. Mas sobretudo voltado para o próprio umbigo. Não me interessam processos levados à cena, sou apenas público e como tal quero resultados, o resultado para mim é o espetáculo. Necessito de diretores que façam teatro para o público e não para a classe, diretores que dialoguem com o tempo presente sem pudor de voltar às origens ou aos clássicos para estabelecer esse diálogo. Necessito de diretores que acreditem na música, no humor, no riso, na poesia, na beleza e de preferência com delicadeza, que usem o teatro enfim para combater o horror dos tempos que vivemos. No Brasil esse diretor, que busco pelos palcos do mundo, tem nome e sobrenome: Antônio Gabriel Santana Villela, ou simplesmente Gabriel Villela. Alguém capaz de fazer das cenas de morte - como a da mãe em Peer Gynt e a do pai em Hoje é dia de rock - as mais belas cenas, se eu pudesse encomendaria a Gabriel a minha morte, ninguém mata em teatro como ele, não é Claudio Fontana?
Impossível não falar dos treze atores do Teatro de Comédia do Paraná: Arthur Faustino, Cesar Mathew, Evandro Santiago, Flávia Imirene, Helena Tezza, Kadê Persona, Loana Godin, Matheus Gonzáles, Nathan Milléo Gualda, Paulo Marques, Pedro Inoue, Rodrigo Ferrarini e Rosana Stavis e faço questão de citar um por um, porque cada um tem sua cena, tem seu momento solo, num espetáculo que é uma ode ao coletivo.
Nathan Diego Milléo Gualda
Meu lado professora da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia se realiza quando encontra, fora do eixo Rio x São Paulo, atores de faixas etárias diversas, com tanto talento e tanto empenho, pois o que está no palco do Teatro Ipanema é fruto, antes de tudo, de trabalho feito com determinação, força de vontade e dedicação. Gabriel acertou na escolha do elenco e o elenco acertou ao acreditar no caminho traçado por Gabriel.
Não posso terminar sem falar do trabalho de Marco França, assinando não apenas a direção musical, mas também os arranjos e a preparação vocal. A parceria Gabriel Villela e Marco França me remete a parceria de Ariane Mnouchkine e Jean-Jacques Lemêtre, quem viu os espetáculos do Théâtre du Soleil desde Méphisto (1978) é incapaz de conceber um trabalho de Mnouchkine sem a presença do mago da música em cena. Uma das minhas maiores tristezas – mais do que isso, queixa mesmo – com o teatro feito no Brasil de hoje, tem relação com o despreparo vocal dessas últimas gerações. Gerações tidas e havidas como "mudernas" e que não hesitam em sonorizar salas de 200 lugares, onde o microfone substitui o trabalho de voz e alimenta a preguiça dos novos atores (?). Dinossauro do teatro que sou, discípula de Procópio Ferreira, tenho o ator como um "atleta da palavra" e não posso esquecer de Bibi Ferreira, a cada teste ou seleção de elenco repetindo que se um ator tem capacidade vocal ela poderia fazer qualquer coisa, sem essa qualidade ela não poderia trabalhar, pois não acredita em milagres. Marco França vai além, foi assim em Peer Gynt e é assim em Hoje é dia de rock, as vozes são ouvidas seja no canto, seja na fala, de forma tão precisa e perfeita que cheguei a perguntar a Gabriel, ao final de Peer Gynt se os atores estavam "microfonados".
Há alguns anos, quando levei para Salvador Jean-Jacques Lemêtre, recebi um pedido de inscrição de Marco França, com a humildade dos grandes talentos, lá estava ele ao lado do mestre dos mestres, sem ter consciência talvez que ele mesmo já era um. Vê-lo no palco, presença determinante no andar do andor barroco do meu anjo Gabriel, é um prazer duplo: pelo bem que faz aos atores e ao espetáculo.
Cesar Mathew, Rosana Stavis e Helena Tezza
A força e a importância da música em Hoje é dia de rock é inegável, é uma viagem e é possível escrever uma tese sobre as escolhas feitas, mas houve para mim um momento que beirou o sagrado, quando Marco França sola o arranjo de Ernani Maletta para Desenredo, música de Dori Caymmi e letra de Paulo César Pinheiro, as lágrimas desceram como cascata pelo meu rosto, a imagem de Clara Nunes num cenário de Elifas Andreatto, iluminada por Bibi Ferreira invadiram a cena do Teatro Ipanema, como que para me lembrar, por meio dos versos do poeta "o olhar que prende anda solto, o olhar que solta anda preso" o efeito do teatro em minha vida.
Ao final do espetáculo, plateia aplaudindo de pé – e que plateia – , emoção correndo forte na sala, surge Gabriel para os justos agradecimentos e as homenagens. À família de José Vicente, homenagem comovente porque, num país sem memória, é sempre emocionante participar de momentos que resgatam a história. Ao Teatro Ipanema, casa tão importante para toda uma geração que lá aprendeu a amar o teatro de qualidade, seja como profissional das artes cênicas, seja como público espectador, esse personagem sem o qual o teatro não existe, ainda que nos últimos anos exista gente tentando provar que o teatro não precisa de plateia. Ao elenco de Ventania, peça de Alcides Nogueira montada em 1996 e que retratava o universo de José Vicente. Agradecimentos ao Ministério da Cultura, ao Governo do Estado do Paraná, registrando a presença do secretário de estado da Cultura, João Luiz Fiani e da Presidente da Fundação Teatro Guaíra, Monica Rischbieter, sem esquecer de agradecer aos produtores e aos técnicos. Afinal em cena estavam os atores do Teatro de Comédia do Paraná, criado em 1963 com a finalidade de orientar e coordenar as atividades teatrais do Teatro Guaíra como registra o texto do programa da peça.
Chegou a hora da confraternização final, depois da celebração proposta pelo espetáculo, foi a vez do Paraná homenagear Minas Gerais, reunindo os presentes em torno de um caldinho de feijão com torresmo, uma cachacinha da melhor qualidade e um queijo vindo direto da Serra da Canastra. E entre encontros e despedidas, conversas e fotos, tive a sensação de viver uma noite de teatro daquelas que já não se fazem mais, pelo menos não mais todos os dias. A não ser quando "dinossauros" do teatro se encontram.
Elenco-equipe de Hoje é dia de rock no foyer do Teatro Ipanema 02/03/2018
Ao ler há alguns dias, a entrevista de Gabriel ao jornalista Luiz Felipe Reis do jornal O GLOBO, não pude deixar de anotar a frase usada por ele e que traduz, para mim pelo menos, Hoje é dia de rock: "a peça fala de afetos primordiais e de valores que são eternos. Mas se a gente fala assim, hoje, começam a chamar a gente de doido... Tem sentido hoje também por isso, está tudo tão à beira do fim do mundo... Acho que ela conversa com esse trágico.".
Eu se fosse você, aceitava correndo o convite feito por Gabriel Villela no belo programa do espetáculo: "escolha um assento nesse trem, porque hoje é dia de poesia...".
Hoje é dia de rock aplausos de pé para um verdadeiro momento de teatro
SERVIÇO "HOJE É DIA DE ROCK"
Texto: José Vicente
Direção, Cenografia e Figurinos: Gabriel Villela
Diretor Assistente: Ivan Andrade
Direção Musical, Arranjos e Preparação Vocal: Marco França
Produção: Áldice Lopes, Daniel Militão e Diego Bertazzo
Elenco: Arthur Faustino, Cesar Mathew, Evandro Santiago, Flávia Imirene, Helena Tezza, Kadê Persona, Loana Godin, Matheus Gonzáles, Nathan Milléo Gualda, Paulo Marques, Pedro Inoue, Rodrigo Ferrarini, Rosana Stavis e Marco França (Ator/músico, Instrumentista convidado)
Onde: Guairinha – Centro Cultural Teatri Guaíra – Curitiba
Informações: (41) 3304-7900 ou (41) 3304-7999
Quando: Dias 27 e 28 de abril às 20h30 e Dia 29 de abril às 19h
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia entrada)





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